3 dicas para comer sem engordar

Eu sou super contra a ditadura da beleza, fico triste de verdade quando vejo pessoas criticarem seus corpos constantemente, ou deixarem de comer algo que gostam como um sacrifício pelo suposto corpo perfeito. Eu não sou magrinha, nunca fui, mas também não sou gorda, e algumas pessoas se surpreendem com isso quando me conhecem. Eu não me preocupo em emagrecer constantemente, mas isso também não significa que eu queira engordar… Resolvi compartilhar alguns hábitos que acho que me ajudam nessa tarefa, começando com essas 3 dicas para comer sem engordar! Não tem nenhum milagre, e nem muita novidade. São coisas simples, mas que mesmo sabendo nem todo mundo faz.

1 – Dormir bem 

Eu acho que gosto de dormir tanto quanto gosto de comer… Durante a semana costumo ter em média 8 horas de sono. Quando posso no final de semana desligo o despertador e deixo o corpo acordar quando quiser. Geralmente ele acorda depois de 10 horas!
Quando dormimos pouco, ou dormimos mal, acordamos sem energia, o que o corpo traduz como fome. Para compensar acabamos ingerindo mais alimentos do que precisaríamos, principalmente carboidratos, que dão energia rapidamente.
Existem algumas pesquisas que mostram que quem dorme por pelo menos 8 horas queima mais gordura durante o período do que quem dorme cerca de 5 horas, esses acabam perdendo músculos, e não gordura. Outras mostram que o sono tem muita relação com a produção de hormônios e os responsáveis pelo apetite e pela saciedade, grelina e leptina, ficam bastante prejudicados com poucas horas de sono. É a explicação mais científica do que eu falei de acordar com fome e comer demais quando dormimos pouco.
Cada corpo funciona de um jeito, e precisa de uma certa quantidade de horas de sono, mas todos precisam de descanso!

2 – Beber bastante água

Beber água faz bem por diversas razões. Desde estimular o rim e ajudar a desinchar, lubrificar o intestino e ajudar a evacuar, hidratar o corpo e deixar a pele bonita, ajudar o estômago a liberar a tal leptina que falei lá em cima, até encher o estômago e fazer comer menos. Claro que não estou sugerindo que você tome bastante água durante o dia e deixe de comer, é pra fazer os dois! Tomar muita água (ou qualquer outro líquido) junto com a refeição pode diluir o suco gástrico e deixar a digestão lenta, mas tomar um pouco (cerca de 200 ml) pode ajudar. Os outros 1,8 L você toma ao longo do dia.
Falando em outros líquidos, outro benefício da água é não ter açúcar como sucos e refrigerantes. Eu adoro açúcar, sucos e refrigerantes (mais sucos que refrigerantes, na verdade), mas eles podem muito bem ser intercalados com água pura. Nem sempre tomo tanta água quanto deveria, mas me esforço pra lembrar! Adoro tomar água direto de garrafa, na temperatura certa (geladinha, mas não demais) é uma delícia! Minhas garrafinhas estão sempre espalhadas pela casa…

3 – Ter uma alimentação equilibrada

A ideia de alimentação equilibrada pra maioria das pessoas está ligada somente a saladas e alimentos lights e tal… Mas não é assim que eu entendo. Pra mim alimentação equilibrada tem que incluir de tudo. Tudo mesmo! Isso significa que eu como doce, massa, fritura e o que mais eu quiser, mas também como fruta, salada, legumes, arroz com feijão… Porque sei que preciso!
Acho que o grande truque aqui é prestar atenção e balancear as refeições. Por exemplo, se comeu muito num dia porque tinha uma comida que você adora, coma um pouco menos depois (só pra deixar claro um pouco menos não significa uma maçã e um copo de água o dia todo tá). Se sabe que vai comer hambúrguer no jantar come direitinho no almoço, garantindo os nutrientes que o corpo precisa.
Não dá pra viver comendo só açúcar e gordura em todas as refeições, mas também não precisa viver se privando totalmente deles. Desde que você inclua alimentos nutritivos e saudáveis, pode comer o que quiser!

Essas foram algumas dicas do que eu acho que funciona comigo. Vou pensar em mais algumas e vou compartilhando com vocês!

Sejamos a Força do Bem!

Sejamos a Força do Bem!

Estava pensando sobre a força que algumas pessoas, principalmente as “diferentes”, tem que ter para enfrentar certas dificuldades. Sobre como as nossas atitudes podem fazê-las se sentirem deslocadas e inadequadas, dificultando até que elas mesmas se aceitem. Ainda que por despreparo e não por maldade podemos fazer comentários preconceituosos que entristecem e acabam com o dia de alguém. Aí me lembrei do oposto, de um Instagram que eu sigo no meu perfil pessoal que é o @temporarypeople. A ideia lá é contar pequenas histórias com momentos em que uma pessoa desconhecida cruza o caminho de alguém e torna pelo menos aquele dia mais Palavra Gentil Força Boafeliz. É muito legal ler aqueles depoimentos e ver o bem que um gesto cordial, um abraço, um conselho ou uma palavra podem fazer. É legal porque ela mostra quando os efeitos são positivos e fazem bem. Mas será que nossas atitudes e nossos comentários são sempre gentis assim? Do mesmo jeito que podemos fazer o mal sem intenção, podemos nos esforçar para fazer o bem conscientemente.

Na teoria é fácil, é só pensar em “não fazer aos outros o que não queremos que façam conosco”. Ninguém quer ser julgado, criticado, discriminado, e ainda assim julgamos, criticamos e discriminamos, principalmente quem tem o pensamento, a aparência ou o comportamento diferentes dos nossos. Cada um tem a sua história de vida, que é única, e vai interpretar as situações da sua maneira, de acordo com as suas experiências, com o seu repertório pessoal. Um mesmo comentário feito a duas pessoas pode gerar emoções completamente distintas. Ainda que seja com a mesma pessoa, se estamos em um dia bom podemos levar uma piada mais na boa e até rir, se já estamos fragilizados pelo acúmulo de outros acontecimentos podemos ficar irritados ou pior, magoados.

Aqui entra a autoestima, a opinião de cada um sobre si mesmo. Se ela está firme e forte, nenhum comentário negativo vai ser capaz de abalar a certeza que temos dos nossos valores, já os positivos serão sempre muito bem recebidos e a reforçarão. Agora, se ela já não estiver lá muito bem, não só qualquer crítica é potencializada e nos faz duvidar de nossos valores, como fica difícil acreditar que os elogios que recebemos sejam sinceros, isso quando os percebemos, porque nesse caso a tendência é identificarmos, acreditarmos e interiorizarmos somente os comentários negativos.

Ninguém tem uma luzinha indicadora de autoestima na testa, então não sabemos como está a de cada pessoa que cruza nosso caminho. As nossas palavras e as nossas atitudes podem ter muita força, tanto pro bem quanto pro mal. Se todos tentarmos ser sempre a força do bem, certamente faremos um mundo melhor e com menos sofrimento para que os que se sentem diferentes, excluídos e inadequados.

Leite Condensado

Leite Condensado

leite condensadoLeite Condensado é um ingrediente mágico né? É só combinar com quaisquer outros ingredientes gostosos (e doces obviamente) que vira uma sobremesa gostosa, não tem erro! Eu brinco que é um item de primeira necessidade e que nunca pode faltar no armário, mas você sabia que ele foi inventado por necessidade mesmo??

Lá por volta de 1827 na França os produtores tinham dificuldade em transportar o leite até as cidades, porque muitas vezes ele estragava antes de chegar. Naquela época ainda não tinha a pasteurização, era leite puro e natural mesmo, logo muito perecível. O processo de adicionar açúcar e aquecer para retirar grande quantidade de água do leite, por evaporação, fazia com que ele durasse mais tempo. Assim era mais fácil pro produtor levar e pro consumidor guardar, já que também não tinham geladeiras. Depois era só misturar na água, igual leite em pó, e tomar como leite mesmo. Dá pra imaginar??

Em 1853 o empresário americano Gail Borden Jr levou esse método pros Estados Unidos, e lá começou a ser um processo industrial. Isso foi bem útil durante a Guerra Civil Americana, entre 1861 e 1865, porque o leite condensado era um alimento fácil de transportar e de armazenar e bastante calórico, suprindo a necessidade de energia dos soldados.

Depois da guerra o leite condensado foi chegando aos mercados e em 1871 já era possível encontrar aqui no Brasil, mas importado. Em 1921 a Nestlé inaugurou sua primeira fábrica brasileira, em Araras – SP, e adivinha qual foi o primeiro produto feito?? Na embalagem tinha o desenho de uma camponesa suíça carregando um balde de leite na cabeça, por isso ficou conhecido como o “Leite da Moça”. A Nestlé incorporou a ideia e em 1937 adotou o nome Leite Moça nas embalagens. Hoje temos várias outras marcas, mas há de se respeitar a primeira.

Agora você já pode explicar pra quem perguntar porque leite condensado é algo tão necessário! Além de ser porque ele faz brigadeiro, beijinho, pudim…

Amor Próprio: porque quem ama, cuida!

Amor Próprio: porque quem ama, cuida!

Amor próprioQuem ama cuida. Você com certeza já escutou essa frase né? Já parou pra pensar que então quem se ama, também se cuida? Agora, como ter amor próprio? Um bom começo é parar de brigar com o nosso corpo, o aceitar como é. A consequência é que quanto maior esse amor próprio, mais a gente quer se cuidar, e quanto mais a gente se cuida, mais se ama. Parece simples, lindo e perfeito, mas quem disse que aquela primeira parte é fácil??

Muitas pessoas que se cuidam, o fazem porque querem mudar ou disfarçar o corpo constantemente, ou seja, não o aceitaram, e nunca ficarão satisfeitas com os resultados, porque sempre irão procurar (e encontrar) outros “defeitos”. Aceitar o próprio corpo não significa pensar “ok, meu corpo é assim mesmo e sempre vai ser, vou me conformar com isso e desistir”. Significa que a gente pode e deve sim se esforçar para mudar o que não gosta nele, mas que não vai deixar de viver a nossa vida enquanto não conseguir, porque já o ama assim, do jeito que é hoje. Uma das partes mais difíceis talvez seja conseguir identificar se é algo que realmente nós não gostamos, ou que achamos que não se enquadra nos padrões de beleza impostos.

Mesmo enquanto estivermos fazendo os “ajustes” que quisermos no nosso corpo, ainda podemos valorizar outras coisas, pra entrar naquele círculo vicioso legal lá do começo. Não é porque você não gosta do seu nariz, por exemplo, que não pode usar um batom ou um brinco bonitos. Ou não é porque você não gosta das suas pernas que não vai ter um cabelo limpinho e bem hidratado. Pode parecer óbvio, mas as vezes quando a gente implica com alguma coisa acaba esquecendo o resto. Se a gente valorizar e gostar de vários pontos do nosso corpo, aqueles que não gosta tanto vão perdendo a importância.

É importante se cuidar para se sentir bem e manter a auto estima bem alta sempre. Querer melhorar o que não nos agrada é um direito, acho até que um dever, mas sem neura, sem encanação, sem deixar que a sua felicidade dependa disso em momento algum!

Vamos repensar a relação?

Vamos repensar a relação?

Hoje eu queria propor algumas perguntas pra gente parar e repensar a relação com a comida, com o nosso corpo e com o corpo dos outros.

Quantas vezes você já ouviu “nossa, assim vai engordar”?

Quantas vezes você já deixou de comer algo porque sabia que ia escutar algum comentário assim?

Quantas vezes você deixou de usar shorts ou saia no calor por vergonha das suas pernas, sejam elas finas ou grossas?

Quantas vezes você julgou o que uma pessoa gorda estava comendo?

Quantas vezes você acha que alguém deixou de comer o que estava com vontade por causa de um comentário seu?

Quantas vezes vezes você condenou o que alguém estava vestindo por “não ter corpo pra isso”?

Quantas vezes você ficou com inveja da gordinha que estava de vestidinho curto e com todas as celulites de fora, mas passando bem menos calor do que você?

Quantas vezes você já passou fome achando que assim ia emagrecer?

Quantas vezes você já se arrependeu de ter comido alguma coisa?

Quantas vezes você já suspirou querendo ter o corpo da modelo da capa da revista?

Quantas vezes você pensou em quanto photoshop tinha ali?

Quantas vezes você usou a saúde como desculpa quando seu único objetivo era estético?

Quando foi que o valor de uma pessoa passou a ser inversamente proporcional ao tamanho da sua roupa?

pra repensar a relaçãoAlgumas dessas coisas talvez a gente faça até sem pensar, sem perceber, mas uma ou outra acaba fazendo.

Como diz o melhor professor que já tive na vida Clóvis de Barros Filho, a vida não tem gabarito. Não existe um manual pra vida boa, um só jeito de se viver bem. Então você pode ser feliz com o corpo que você tiver, com a roupa que você quiser e com a alimentação que você quiser.

O que tem que mudar é a nossa cabeça, por isso a proposta de repensar a relação. Temos que parar de julgar tanto o nosso próprio corpo e principalmente o corpo dos outros. Primeiro porque o dos outros simplesmente não nos diz respeito. Segundo porque as nossas maiores encanações são com o que mais criticamos nos outros, então quando julgamos menos os outros passamos a exigir menos de nós mesmos também. Tenta! E depois me conta como foi…

A partir de 2015

Finalmente está chegando a hora de nos despedirmos de 2014. Pra mim foi um ano bem intenso, cheio de experiências novas. Algumas foram o crescimento do @oquetemdesobremesa e da interação super gostosa com os seguidores, o lançamento desse blog, que começou a ser planejado em junho… Tudo isso faz parte da minha lista de agradecimentos, que está bem recheada! Espero que a sua também esteja e pra 2015 eu desejo ainda mais de tudo isso, acrescentando algumas coisinhas na minha vida e na sua também:

Eu desejo que a partir de 2015 (porque não é só nele) a nossa vida seja mais doce. Que a gente não permita que os momentos ruins deixem um gosto amargo por mais tempo do que devem. E que a gente coma muitas sobremesas gostosas também.

Eu desejo que a partir de 2015 a gente faça as pazes com o nosso corpo, parando de agredi-lo com ofensas e críticas constantes. E que todos se preocupem mais com a saúde do que com a aparência.

Eu desejo que a partir de 2015 a gente encontre o equilíbrio entre a saúde física e a mental. Que a gente cuide da saúde do corpo sem deixar a neura dominar a cabeça.

Eu desejo que a partir de 2015 a mídia pare de associar um verão feliz a um verão sem canga e um verão sem canga a um corpo “em forma”.  E que todo mundo entenda que ninguém tem que deixar de curtir nenhum momento da vida por não ter um corpo esteticamente “perfeito” (seja qual for a sua definição de perfeição).

Eu desejo que a partir de 2015 a gente encontre o equilíbrio entre saúde física e mental. Que a gente

Eu desejo que a partir de 2015 a gente faça mais as nossas próprias vontades, o que realmente importa pra gente, e pare de se culpar por não atender as expectativas dos outros.

Eu desejo que em 2015 o nosso freezer sempre tenha sorvete, que nunca falte leite condensado nem chocolate na nossa despensa, que sempre tenha pelo menos uma balinha por perto.

Eu desejo que a partir de 2015 a gente possa comer o que quiser sem ter fiscal de vida alheia dizendo “cuidado, assim vai engordar”. Que no lugar deles a gente tenha sempre alguém querido para compartilhar os momentos mais gostosos!

Feliz 2015!!!