Desde o começo queria falar aqui sobre questões ligadas a saúde, principalmente porque a sobremesa geralmente é considerada a principal vilã de uma alimentação saudável. Não tinha encontrado ainda um jeito de abordar o tema, mas eis que hoje me deparei com essa matéria no globo.com “Bella Falconi, musa do abdômen trincado, dá adeus à rotina radical” e resolvi começar com o equilíbrio entre saúde física e saúde mental.

São vários pontos interessantes para comentar e a maioria está resumida nessa frase: “Durante a viagem repensei sobre minha vida como um todo, não somente na alimentação, mas em tudo. Sempre acreditei muito na importância entre o equilíbrio espiritual, físico e mental, e por todos esses anos pensava ter encontrado esse equilibro. Foi quando na verdade me encontrei. Durante minha lua de mel quase não treinei, comi fora da dieta e não me senti culpada por isso. Meu marido ficou chocado um dia quando me acordou e disse ´vamos treinar?´, e eu respondi que não estava com vontade. Ele disse que jamais imaginou um dia ouvir aquilo de mim e então comecei a refletir sobre como estava levando minha vida”.

Vamos em ordem… A vida tem que ser analisada como um todo, não somente pela alimentação ou pelo corpo. O que a pessoa come ou deixa de comer e o tamanho de roupa que ela usa não podem definir quem ela é, sua personalidade e seu caráter, não podem ser maior do que ela mesma. Lembrando que isso vale para julgamentos que fazemos sobre os outros e sobre nós mesmos também!

O ponto mais importante pra mim é o do EQUILÍBRIO, em todos os sentidos. Nenhum extremo pode ser equilibrado, por definição. Comparando uma pessoa sedentária e acima do peso com outra que segue uma dieta super rigorosa e uma rotina de exercícios bem radical, quem leva uma vida mais equilibrada? Nenhuma das duas! Mas enquanto a primeira tende a ser condenada pela sociedade, a segunda é exaltada e tida como exemplo de vida saudável. O relato da Bella Falconi evidencia que um corpo malhado e definido por fora, pode não estar tão saudável assim por dentro. Na matéria ela conta, por exemplo, que ficava meses sem menstruar por ter uma porcentagem de gordura muito baixa!

Saúde não é só física, é mental também. Quando a pessoa se sente culpada por ter deixado de treinar um dia para fazer uma outra atividade que lhe é prazerosa, ou por ter comido algo que gosta muito, mas que não faz parte da dieta, como fica a saúde mental dela? É possível então que exista equilíbrio? Esse desequilíbrio pode ainda levar a consequências bem mais graves, como distúrbios alimentares, em casos extremos.

Só pra ficar claro, eu não estou defendendo o outro extremo, o da obesidade, mas sim o equilíbrio, que pra mim é onde está a felicidade de cada um.