logo Oh, Darling! CupcakesUma das novidades que quero trazer para cá é uma coluna de entrevistas. Tenho alguns públicos em mente, mas comecei convidando algumas empresas que conheci esse ano para participarem. Quem vai estrear esse espaço é a Hevelyn Cachiço, da Oh, Darling! Cupcakes, porque fiquei emocionada com a história dela, que vocês vão ler daqui a pouco, e muito agradecida também, por ela ter confiado e se aberto tanto conosco!

1 – Por que escolheu trabalhar com doces? Conte um pouco da sua história, por favor.
Não tenho nenhuma formação em Gastronomia ou especificamente em Confeitaria. Sou formada em Turismo e sempre trabalhei com planejamento de roteiros e tudo relacionado a viagens, nada que me fizesse muito feliz. Durante um bom tempo, eu acreditava que um emprego que me pagasse bem seria o suficiente para me deixar feliz e realizada.
No ano passado, comecei a trabalhar em uma empresa grande e a, finalmente, ganhar bem, acima do mercado. De início, foi ótimo! Estava animada, confiante. Pouco tempo depois, passei a me sentir cada vez mais triste, mais infeliz. Sempre fui muito responsável com minhas tarefas e fui percebendo que já não estava mais conseguindo dar conta de tudo que tinha que fazer. Faltava tempo e, principalmente, vontade, ânimo. Foi tudo ficando sem cor, sabe? E justamente quando eu finalmente consegui um emprego que me pagava bem…
Eu me condenava muito por isso, não achava justo eu me sentir mal estando numa boa empresa e ganhando bem. Achava que em nenhum outro lugar eu conseguiria o mesmo salário, os mesmos benefícios. Só que nada disso me animava mais. Eu me sentia desmotivada, triste, deprimida. Não tinha vontade de acordar, de pegar o metrô. Os dias se arrastavam e quando chegava o final de semana, eu sofria e chorava o tempo todo, com medo do tempo passar rápido e já chegar a hora de ir para o trabalho. No final de fevereiro deste ano, cheguei ao meu limite. Queria morrer, acabar com meu sofrimento, com o desespero que eu sentia. Foi quando o meu noivo, o Pedro, me carregou para um médico que me diagnosticou com Síndrome de Burnout e depressão ansiosa e me colocou em licença médica.
Por volta de junho, comecei a fazer cupcakes pensando na minha sobrinha, a Luisa, conforme escrevi na cartinha que te enviei junto com os cupcakes. Fui pesquisando receitas, combinações, tudo relacionado ao assunto e fazendo tudo que eu podia para a família e os amigos provarem. Com o tempo, as pessoas foram gostando e eu fui me empolgando, aprimorando os cupcakes e fazendo outros doces também, como brownies e alfajores, que amo de paixão!
E sem perceber, eu estava apaixonada por tudo isso e já não pensava mais em morrer. Até as noites de choro foram ficando longe…
Tudo ainda é meio bizarro para mim. Sempre quis ter algo meu, sabe? Mas nunca pensei que seria em algo na área de confeitaria. Sempre gostei de doce (sou daquelas que se precisar optar por comer algo salgado ou doce, fico sempre com o doce!) e minha avó, há anos e anos atrás, trabalhou como “boleira”. Mas eu mesma nunca tive muita pretensão nessa área.
Hoje, encontrei uma grande paixão. Algo que tem me dado mais que retorno financeiro, mas principalmente retorno da minha saúde e da minha alegria. Estou muito empolgada, com vários projetos em mente, com muita vontade de fazer tudo acontecer. Continuo com a terapia, que me ajuda a manter a cabeça no lugar e os medos controlados. Muita fé, muita convicção de que as coisas já estão dando certo e vão dar cada vez mais!

2 – Você come tudo que faz? Com que frequência?
Esse é um grande problema, talvez um dos mais complicados! Infelizmente, minha família é de gordinhos e eu sempre tive dificuldade em controlar o meu peso. Há cerca de dois anos atrás, mudei meus hábitos alimentares e passei a fazer exercício com muita frequencia e consegui perder bastante peso. Com a depressão, perdi a vontade de tudo e inclusive de cuidar de mim. Engordei, mas procuro não me martirizar, me culpar ou me odiar por isso. Com relação aos doces, procuro não comer aquilo que já conheço, que já sei o gosto que tem. Provo tudo o que testo, mas procuro me controlar. E quando testo algo novo procuro fazer aos finais de semana, com a minha família ou a família do meu noivo, porque aí cada um como um pouco e a culpa diminui. Mas ainda tenho muito a melhorar nesse quesito!

3 – Qual foi a melhor sobremesa que você já comeu? E a pior?
Amo o cheesecake de amora da Tati Doces, que fica na Tijuca. Indico muito! E a pior foi um bolo de banana que tentei fazer há alguns anos atrás. Do bolo em si, só as bananas se salvaram, pois a massa ficou uma porcaria, uma vergonha só. Melhorei e muito de lá pra cá! (ainda bem!)

4 – O que sempre tem de sobremesa pra você?
Banana! É a minha fruta preferida. Gosto de comer pura, amassada com aveia e canela, em salada de frutas, na vitamina, no bolo…amo de paixão! Costumo fazer todos os dias à tarde, naquele momento que bate a vontade de comer besteira, uma panqueca de banana com aveia, canela e cacau em pó sem açúcar. É deliciosa, com o gosto marcante da banana!

O site deles ainda está no forno, mas vocês podem conhecer os cupcakes pelo Instagram, pelo Facebook, ou pelo e-mail contato@ohdarlingcupcakes.com.br.