Romeu e Julieta falso

Romeu e Julieta falso

falso romeu e julietaEssa foi a sobremesa que uma prima levou na Páscoa, um falso Romeu e Julieta. Falso porque essa combinação originalmente é de queijo com goiabada e a princípio não vai nenhum tipo de queijo na receita. O que faz par com a goiabada nessa sobremesa é uma bela ganache de chocolate branco! Lembrando que é dela a receita do melhor ganache de chocolate que eu já comi, imagina que delícia que ficou essa!

Romeu e Julieta falso

Ingredientes:
2 barras de chocolate branco
2 colheres de sopa de manteiga
3 caixinhas de creme de leite
300g de goiabada
1 xícara de chá de água

Como fazer:
Derreta o chocolate branco em banho maria (ou no microondas, tomando cuidado para não queimar).
Junte a manteiga no final. Retire do fogo e adicione o creme de leite.
Misture bem até que fique um creme homogêneo.
Despeje em uma travessa e leve à geladeira por pelo menos duas horas.
Coloque a goiabada em uma panela e leve o fogo. Adicione a água, misture bem e mexa até se tornar um creme bem molinho. Deixe esfriar.
Quando estiver frio coloque por cima do ganache de chocolate branco e leva para a geladeira por pelo menos mais duas horas antes de servir.

Apesar de eu não entender muito bem o conceito de “doce demais”, a prima deu uma dica pra quem não gosta de sobremesa tão doce: colocar duas colheres de sopa de creamcheese no ganache de chocolate branco para quebrar um pouco. Aí o Romeu e Julieta deixa de ser tão falso, porque passa a ter um queijinho, mas está valendo, o importante é que deve ficar gostoso também!

Gostou dessa receita? Então acho que pode gostar dessas aqui também: Suflê de goiabada com calda de requeijão,bombom de colher, pavê de bis e kinder ovo de travessa.

Glúten: sim ou não?

Glúten: sim ou não?

com ou sem glútenNos últimos tempos popularizou-se a ideia de que o glúten é responsável pelo ganho de peso e que uma dieta gluten-free seria ideal para o processo de emagrecimento, o que fez com que a exclusão da proteína na alimentação virasse moda entre algumas celebridades. A verdade é que ele está presente em alimentos fonte de carboidratos, que quando consumidos em excesso prejudicam o equilíbrio calórico e cortar seu consumo leva naturalmente a uma redução da ingestão de calorias e assim, a uma possível redução de peso. Mas este efeito não está diretamente ligado à retirada do glúten e sim à retirada de alimentos com maior densidade energética.

A nutricionista Mariana Nacarato, da Equilibrium, respondeu várias questões para tirar todas as suas dúvidas e assim desmistificar o tema:

– O que é o glúten e em quais alimentos é encontrado?
É uma proteína presente naturalmente em cereais como o trigo, centeio, cevada e aveia. Alimentos ou receitas que tenham esses grãos ou farinhas na lista de ingredientes, como um molho branco feito com farinha de trigo, por exemplo, também tem glúten. Assim como em pães, bolos, biscoitos, massas e cervejas.

– Retirar o glúten da dieta não emagrece necessariamente?

Por exemplo, uma pessoa que comia um pacote de biscoitos no lanche da tarde ao iniciar uma dieta gluten-free passa a comer uma fruta e emagrece. Naturalmente ela está ingerindo menos calorias e o emagrecimento será reflexo dessa troca e não da retirada da proteína necessariamente. Se ela simplesmente trocar o biscoito de farinha de trigo por um biscoito sem glúten, certamente não irá emagrecer devido a essa mudança específica.

– Quais as principais diferenças entre um pão com e sem glúten?
Esses pães têm texturas diferentes, pois o glúten confere elasticidade e características específicas à massa, resultando em um alimento leve e aerado. Pães gluten-free costumam ser mais secos, “pesados”, pouco aerados e normalmente possuem baixa aceitação.

– Pão é o produto com mais glúten?
Outros produtos de panificação, como bolos e biscoitos, que utilizam farinha de trigo contém a mesma quantidade de glúten como os pães mais consumidos, como francês e de forma.

– O que é doença celíaca?
A Doença Celíaca é desencadeada pela ingestão de glúten por algumas pessoas que não toleram a proteína no intestino. O consumo da proteína por essas pessoas leva a um processo inflamatório crônico do intestino, prejudicando absorção de diversos nutrientes importantes para o organismo. Estima-se que cerca de dois milhões de brasileiros têm essa doença do sistema imunológico, o que corresponde a 1% da população. Geralmente aparece na infância, nas crianças com idade entre 1 e 3 anos, mas pode surgir em qualquer idade, inclusive em adultos e existe também uma tendência genética.

– Como é uma dieta para celíacos?
É totalmente adaptada, pois é necessário cortar o consumo de alimentos que fazem parte do hábito da maioria das pessoas. Conceitualmente parece simples, mas as mudanças na dieta são substanciais e têm um efeito profundo sobre a vida do diagnosticado. Para os celíacos, alimentos como: pães, bolos e massas devem ser substituídos por versões sem glúten, à base, por exemplo, de farinha de arroz, milho, fubá, fécula de batata, polvilho. Porém esses alimentos nem sempre estão disponíveis em restaurantes, padarias e festas, por exemplo, e isso pode limitar e afetar o convívio social. Frutas, verduras, legumes, tubérculos como batata, mandioca, mandioquinha; castanhas, sementes, leite e derivados podem e devem fazer parte da alimentação também.

– Quais cuidados devem ser tomados pelos celíacos?
Além de retirar os alimentos mais clássicos que contenham trigo, centeio, cevada e aveia; é preciso ficar atento à lista de ingredientes e ao rótulo de todos os itens industrializados, e só consumir produtos que tenham os dizeres “NÃO CONTÉM GLÚTEN”. Apesar de não possuírem os cereais na sua composição, alguns podem ter traços de glúten por contaminação cruzada que pode ocorrer desde o plantio, colheita, armazenamento e até mesmo no uso de equipamentos compartilhados, onde se processam ingredientes com e outros sem a proteína. Por isso, a leitura do rótulo dos alimentos é de extrema importância para os celíacos. Para algumas pessoas, inclusive, é necessário ter utensílios de uso exclusivo, como: panelas, torradeira, assadeiras etc.

– O que muda no corpo em uma dieta com ou sem glúten?
A retirada do glúten só trará benefícios para quem tem doença celíaca. Ao descobrirem a doença e seguirem uma dieta específica, os celíacos deixam de consumir essa proteína que é irritativa e prejudicial para o intestino deles. Dessa forma, o intestino passa a funcionar melhor e sintomas intestinais decorrentes da má absorção, como distensão abdominal, diarreia, dor de cabeça e fraqueza vão desaparecendo. A pessoa passa a ter mais energia e fica mais disposta, mas isso apenas se ela apresentar a doença e seguir uma alimentação equilibrada.

– Retirar o glúten da dieta melhora a qualidade de vida? Por quê?

Certas pessoas possuem a auto percepção de serem sensíveis ao glúten e ao retirá-lo da dieta se sentem muito melhor. Porém muitas vezes essa melhora não é comprovada cientificamente e pode ter sido influenciada e induzida pelo que a pessoa acredita. A retirada de alimentos pode gerar estresse, pois existem muitas barreiras, incluindo a disponibilidade de produtos, custo e segurança dos mesmos. Essa restrição acaba atrapalhando e muitas vezes limitando o convívio social, especialmente em situações onde a comida está envolvida, como festas e comemorações. A pessoa pode se isolar com receio de comer certos itens e gerar uma preocupação excessiva com a alimentação, o que não é saudável. Por isso, a retirada do glúten só é indicada para quem realmente precisa, os celíacos.

– Quais os riscos para um não-celíaco que tira o glúten da alimentação?
Uma dieta sem glúten pode levar à ingestão inadequada de vitaminas do complexo B, fibras e ferro, bem como comprometer a saúde do intestino. Muitos alimentos gluten-free são pobres em fibras, importantes para a saúde do coração, o funcionamento do intestino e para a saciedade. Além disso, tendencialmente, pessoas que seguem essa restrição comem mais carne, queijos e ovos, devido à falta de disponibilidade de itens à base de cereais. O alto consumo desses alimentos pode aumentar o colesterol. Sendo assim, uma dieta desequilibrada pode contribuir para o ganho de peso e outros problemas de saúde, além do risco de desenvolver ansiedade pela angústia induzida pela dificuldade de seguir uma dieta gluten-free. A preocupação excessiva com a alimentação também pode levar ao desenvolvimento de um transtorno alimentar.

– Quais os benefícios para um não-celíaco que retira o glúten da alimentação?
Muitas pessoas ao seguirem uma dieta gluten-free passam a comer mais vegetais, legumes, frutas, castanhas e menos produtos industrializados. Esses alimentos são ricos em vitaminas e minerais e podem colaborar para a manutenção da saúde e a vitalidade. Porém, esses benefícios não estão atrelados a retirada do glúten, e sim a inclusão ou aumento do consumo desses itens. Portanto, eliminar do cardápio os alimentos que contém esta proteína sem que haja uma necessidade real pode trazer consequências negativas para a saúde.

 

*Imagem ilustrativa. Entrevista e informações fornecidas pela assessoria de imprensa.

Crumble de Maçã

Crumble de Maçã

crumble de maça com canelaUma boa opção pra quem quer fazer uma sobremesa sem chocolate nessa Páscoa, já que ele já vai estar bem presente nos ovos: Crumble de Maçã com Canela! É mais uma receita enviada pela Carla do @ateliesortilegio, uma sobremesa simples e que eu adoro! Quando eu trabalhava com casamentos tinha uma sobremesa bem parecida no buffet e era uma das minhas preferidas, servida ainda quentinha e com um sorvete de creme por cima então… deu até água na boca! Se você também ficou com vontade anota aí:

Crumble de Maçã

Ingredientes:
5 maçãs
200g de margarina gelada
200g de farinha de trigo
300 g de açúcar
Canela a gosto

Como fazer:
Corte as maçãs em fatias finas, coloque em um refratário e polvilhe canela por cima.
Em outro recipiente misture a margarina, a farinha e o açúcar até formar uma farofa.
Coloque essa farofa sobre as maçãs e leve ao forno, pré aquecido a 180 graus, por 20 minutos.
Retire quando estiver dourado, mesmo que a aparência seja de ainda estar úmido, ele secar quando esfriar, então se deixar tempo demais fica duro.

Essa foi a receita dela. Com base na sobremesa que tinha no buffet tenho algumas dicas:
– Substituir o açúcar normal por açúcar mascavo, tudo ou fazer com metade de cada. O sabor do açúcar mascavo combina super bem com a maçã e a canela.
– Ao invés de fazer em um refratário fazer em ramequins individuais.
– Pra fazer nos ramequins acho que fica mais fácil de comer se as maçãs estiverem em cubos e não em fatias.
– Servir ainda morno com uma bola de sorvete de creme por cima (opcional, mas altamente recomendado).

 

A foto é do Google porque a Carla não tinha e eu ainda não fiz…

 

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Pudim de Vinho

Pudim de Vinho

receita de pudim de vinho tintoUma vez peguei um pudim de uva em um restaurante por quilo por pura curiosidade e era uma delícia! Só depois descobri que ele não era só de uva, era um pudim de vinho! Finalmente consegui a receita, é muito fácil e não vai nem no fogo! É só misturar tudo e levar pra geladeira.  Vou compartilhar com vocês porque realmente acho que vale a pena experimentar!

Pudim de Vinho

Ingredientes:
Pudim
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite sem o soro
1 lata de vinho tinto suave ou seco (use a medida da lata de leite condensado)
1/2 lata de suco de uva
2 envelopes de gelatina de uva
500 ml de água quente
margarina ou óleo suficiente para untar a forma

Calda
1/2 lata de vinho
1/2 lata de suco de uva
2 colheres de sopa de açúcar
Cravo e canela em pau a gosto

Como fazer:
Dissolva a gelatina na água quente, mexendo bem. Deixe esfriar.
No liquidificador bata o creme de leite, o leite condensado, o vinho e o suco de uva. Junte a gelatina dissolvida e fria. Bata novamente até ficar homogêneo.
Unte uma forma de pudim com a margarina ou com o óleo e despeje a mistura.
Leve para a geladeira e deixe por pelo menos 4 horas, ou até que esteja firme.
Para a calda leve todos os ingredientes ao fogo até ferver e engrossar um pouco. Deixe esfriar.
Quando o pudim de vinho estiver firme desenforme e coloque a calda já fria por cima.

* Imagem ilustrativa que peguei no Google

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Páscoa – tradições pelo Brasil

Já mostrei algumas curiosidades sobre a Páscoa nesse post, falando sobre as datas religiosas e os símbolos no mundo, como o Ovo e o Coelho. No Brasil existem diversas tradições de origens religiosas ou adaptadas de outras culturas, e que mudam de região para região.

SUL

No Paraná, imigrantes e descendentes ucranianos fazem a paska, pão feito em casa e que deve ser bento na primeira missa do domingo. Eles também produzem as pêssankas, ovos decorados à mão. Os traços nos ovos significam bons desejos para o presenteado.

Em Ivoti (RS), cães e gatos são pintados de azul ou cor-de-rosa para anunciar às crianças que a época mais doce do ano está se aproximando. Também por causa da forte influência alemã, a cidade fica cheia de ninhos com ovos de chocolate.

Já em Pejuçara, também no interior do Rio Grande do Sul, os 4 mil habitantes têm orgulho de confeccionar tapetes de fuxicos que serão estendidos dentro das Igrejas e nas ruas do centro da cidade.

A Páscoa em Pomerode (SC), a “cidade mais alemã do Brasil”, tem até um nome germânico. A festividade se chama Osterfest e dura um mês. Uma serenata – a Osterstuppen – é organizada na madrugada do sábado para o domingo de Páscoa.

SUDESTE

A tradição da Malhação de Judas foi trazida pelos portugueses e consiste em bater num boneco forrado de serragem pelas ruas e depois atear fogo a ele. Em São Paulo (SP), o ponto de maior concentração é a Rua Lavapés, no bairro do Cambuci. A Malhação começou a ser realizada ali em 1937.

A comunidade grega, que se concentra principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, costuma pintar ovos cozidos de vermelho. Depois de decorados, duas pessoas fazem um desafio. Cada uma pega um ovo, faz um pedido e batem um contra o outro. Aquela que conservar o ovo intacto tem o desejo realizado.

A história dos tapetes de flores em Ouro Preto (MG) começou em 1733, ano da reinauguração da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar. Os tapetes cobrem os 3 km da procissão e os desenhos são feitos com serragem colorida, flores, areia e palha.

A Páscoa Iluminada de Araxá(MG) é o maior evento temático pascal do país. Acontece no entrono do Grande Hotel Araxá.

CENTRO-OESTE

Em Pirenópolis (GO), na Semana Santa, as ruas do centro histórico e os casarões do século XVIII são palco das encenações dos rituais da morte e da ressurreição de Cristo. O destaque fica por conta das belas imagens e dos paramentos usados pelos fiéis nas procissões.

No Mato Grosso do Sul o cardápio do feriado cristão traz influência paraguaia: tem a famosa chipa, uma versão do pão de queijo, só que temperada com ervas, e a sopa paraguaia – na verdade uma torta à base de milho.

Em Goiás (GO) acontece anualmente a Procissão do Fogaréu. O ritual teve início na cidade em 1745 e revive a paixão e morte de Jesus Cristo. Cerca de 20 mil fiéis chegam a participar. À meia noite da quinta para Sexta-feira Santa, 500 homens com tochas saem em procissão, acompanhados pelos sons de tambores. A cidade fica completamente às escuras.

NORDESTE

Três pratos são muito tradicionais na Páscoa do Nordeste. O primeiro deles é o quibebe, um tipo de purê de jerimum, consumido na Sexta-feira Santa, no lugar na carne vermelha. O segundo é o arroz de coco (cozido com leite de coco). E o mais emblemático é o feijão de coco, servido em forma de um caldo bem grosso.

O Piauí é o Estado mais católico do Brasil. São quase 88% da população que se denomina católica praticante. Por isso, muitos piauienses lembram da quantidade de proibições que cercavam a Semana Santa antigamente. Na Sexta-feira Santa, por exemplo, era proibido até tomar banho e pentear os cabelos.

Em Brejo da Madre de Deus (PE), na Fazenda Nova, acontece uma representação da Paixão de Cristo que é considerada o maior espetáculo ao ar livre do mundo. São 100 mil m² cercados por uma muralha de pedra de granito de 4 metros de altura, num cenário que pe uma reprodução parcial de Jerusalém dos dias de Cristo.

A mais famosa Procissão do Fogaréu baiana tem lugar em Serrinha. Ela é realizada desde 1930 e foi transformada em Patrimônio Histórico Imaterial da Bahia. Cerca de 30 mil fiéis sobem a colina e Nossa Senhora Santana, o ponto mais alto da cidade, com velas e tochas.

NORTE

A Procissão do Senhor Morto é realizada por todo o país. O Cristo morto é carregado em procissão. Durante a caminhada, as pessoas que têm algum problema de saúde medem a parte do corpo de Cristo relativa à doença com um pedaço de barbante, Por exemplo: quem está com dores na perna mede a perna. Depois, esse barbante deve ser amarrado em qualquer parte do corpo. Em Belém, a procissão sai da Catedral da Sé em direção à Igreja de São João, com as imagens de Nosso Senhor Morto e de Nossa Senhora das Dores, percorrendo as ruas do centro histórico.

Durante a Semana Santa, os católicos de Belém (PA) fazem procissões que passam pelas sete igrejas históricas, que ficam na área central da cidade. Um município vizinho, Barcarena, apresenta a mais famosa encenação da Paixão de Cristo da região Norte. Foi construída uma cidade cenográfica para receber os 130 atores e 200 figurantes que apresentam o espetáculo agora chamado de “Paixão da Amazônia”.

 

As informações foram fornecidas pelo jornalista e autor da série O Guia dos Curiosos, Marcelo Duarte, em parceria com a ABICAB.